July 03, 2007

ReD Lecture @ "Road to Wonderland" (Portugal)

Organized by the Northen Section of the Portuguese Architects Association, "Road to Wonderland" consists on a series of lectures by young portuguese architectural studios. ReD presented its work in the 4th session, together with E-Studio, Pedro Campos Costa, Patrícia Barbas, André Eduardo Tavares. Commenting (in portuguese) on ReD's lecture, architectural critic Bruno Baldaia wrote:
"A apresentação do ReD começou por assinalar como campo de convergência da actividade do atelier, o desenho e as ferramentas do desenho. A transformação dos instrumentos do projecto com a introdução do desenho assistido por computador tem construído um espaço de trabalho fértil em anos recentes (desde Gehry com o desenho enquanto modelação, ao espaço do desenho como ferramenta conceptual do projecto em Eisenman), constituindo-se como um espaço autónomo de investigação, ainda que pouco percorrido por arquitectos em Portugal. Uma introdução genealógica ao tema ancorada na oposição entre o pavilhão de Barcelona de Mies enquanto produto do desenho planimétrico, e o Guggenheim de Bilbau de Gehry como produto da modelação, leva-nos até um conjunto de workshops e cursos em que se trabalha sobretudo a consciência do meio (medium?) enquanto possibilidade conceptual. O estudo de optimização da construção do banco para exterior Xurret projectado por Àbalos&Herreros, confirma que a multiplicidade de campos por onde se move o ReD constrói-se em torno de âmbitos distintos procurando estabilizar e aprofundar os sistemas de trabalho do/no atelier. Os projectos a seguir apresentados, a reforma de um apartamento em Barcelona), a instalação das exposições M-City no kunsthaus de Graz (de Peter Cook e Colin Fournier), e Horror Vacui no Pavilhão de Portugal em Lisboa, aparecem como manifestações construídas do trabalho em atelier, como oportunidades de materialização de ideias em torno dos processos da sua própria concretização. Estes processos existem num meio eminentemente tecnológico e partilham a sua ética, frequentemente refém da proeza e do next big thing como estratégias de sobrevivência. Ainda assim a exposição M-City parece mais próxima de uma conformação dos objectos aos corpos (ainda humanos) que os usam do que do relato dos seus processos de materialização, apesar de ser igualmente evidente que a importância iconográfica dos cones de penumbra e da topografia invertida do piso inferior procura um diálogo taco-a-taco com o projecto de Cook, menos preocupado portanto, com a congruência do discurso proposto enquanto totalidade, do que com a sua persistência na nossa memória enquanto imagem, enquanto feito."


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